Posts filed under ‘Quotes’

Quote

I came across this quote on Denise’s blog and I really enjoyed it –

Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.

Clarice Lispector

March 8, 2007 at 8:32 pm 3 comments

Quote

“Always forgive your enemies; nothing annoys them so much.”

Oscar Wilde

February 4, 2007 at 5:07 pm 1 comment

Quotes

“Desejo de ir além das aparências, tentar descobrir nas pessoas qualquer coisa imperceptível aos sentidos comuns. Compreensão de que as diferenças não constituem razão para nos afastarmos, nos odiarmos. Certeza de que não estamos certos, aptidão para enxergarmos pedaços de verdade nos absurdos mais claros. Necessidade de compreender, e se isto é impossível, a pura aceitação do pensamento alheio.” Graciliano Ramos

To be a migrant is, perhaps, to be the only species of human being free of the shackles of nationalism (to say nothing of its ugly sister, patriotism). It is a burdensome freedom … The effect of mass migrations has been the creation of radically new types of human being: people who root themselves in ideas rather than places, in memories as much as in material things; people who have been obliged to define themselves – because they are so defined by others – by their otherness; people in whose deepest selves strange fusions occur, unprecedented unions between what they were and where they find themselves. The migrant suspects reality: having experienced several ways of being, he understands their illusory nature. To see things plainly, you have to cross frontiers … Migrants must, of necessity, make a new imaginative relationship with the world, because of the loss of familiar habitats …

Salmon Rushdie, Imaginary Homelands 124-125

December 4, 2006 at 12:18 pm Leave a comment

Citizen of the world

This Portuguese poem was written by a Brazilian woman married to an Afro-German man living in the US and it brings out many of the things I feel as a citizen of the world. At the end she says, and here I clumsly translate, “Through being a foreigner, I adopted a homeland (a country) wherein fits the whole of humanity”. It brought tears to my eyes…

Gema

Regina Camargo
Setembro, 2005

Sou paulistana da gema,
Gema preciosa
Essência multicor
Por onde flutuam
Pensamentos, palavras e sentimentos
Em línguas várias
Sou brasileira tupiniquim
Latina viviendo sin fronteras
Auslander/Foreigner/Estrangeira
Cidadã do mundo que gosta de ouvir
MPB, funk e jazz
Swissgrove Radio pela internete
De dançar ao som de bangra, raï,
Eletrônica and drum’n’bass
Ojos de Brujo, Femi Kuti
Amina, Cheb Mami
Home is where the heart is
So they say
Mas meu coração errante
Il est partout
São Paulo, Curitiba,
New York, Berkeley,
Salvador, Paris,
Berlim, Amsterdam
Quem sabe um dia
Dakar e Dehli.
Alma cigana que sonha em visitar o Mali,
Bamako de Salif Keita e Boubacar Traore
Mas que nem por isso se esquece de Caetano,
Chico, Gil, Milton, Lo Borges, Lenine
E de tantos mais.
Minha boca se enche d’água
Quando sinto o cheiro de samosas,
Naan e mango lassi,
Tandoori chicken, Sushi,
Pad-Thai, chiles rellenos,
Hummus, baba ganush,
Pita bread, pão de queijo
Moqueca de peixe, farofa,
Tutu de feijão, virado de couve,
Mandioca, escarola, agrião,
Doce de leite, beijinho,
Suco de maracujá, jabuticaba,
É fruta que não se acaba.
Minha certidão de nascimento diz
Que a minha cor é branca
Eu sempre achei isso muito mal contado
O lado português,
Tão vangloriado pelo meu pai,
Nunca enganou a minha avó materna:
Cara de índio, nariz chato,
Pele morena, cabelo assanhado.
Aqui renasço enquanto
“Person of color.”
Já limpei casa com piscina
Cuidei de filho alheio,
Fiz coisas que
Faculdade nenhuma ensina
Camaleoa que sou
Vou me adaptando pela vida afora
Dependendo de onde estou.
Com filhos que são americanos,
Mas que também são brasileiros e alemães
Marido afro-deustch
Alemão com cara de brasileiro
Whatever that means
Filhos com sotaque de gringo
Para quem Saci, Maus,
Caipora e Nikolaus
Habitam o mesmo universo de
Dr. Seus, Tin Tin e Asterix
Minha vida é marcada
Por uma sucessão de adeuses:
Aeroportos e passaportes,
Abraços ao vento.
Mas também de boas-vindas:
Janelas abertas,
Portas por abrir,
Good wishes.
Saudade que nunca se finda.
Ainda assim
É em sendo estrangeira
Que adoto uma pátria
Onde cabe a humanidade inteira.
Uma pátria sem fronteiras
Onde cada um festeja
As cores de suas bandeiras
O resto são fragmentos da memória
Cheiros, sons, paisagens
Mais lã no novelo da minha história.

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December 4, 2006 at 12:02 pm 1 comment

To travel…

Twenty years from now you will be more disappointed by the things that you didn’t do than by the ones you did do. So throw off the bowlines. Sail away from the safe harbor. Catch the trade winds in your sails. Explore. Dream. Discover. Mark Twain

The traveler sees what he sees, the tourist sees what he has come to see. Gilbert K. Chesterton

To travel is to discover that everyone is wrong about other countries. Aldous Huxley

I’ve just finished reading Javier Reverte’s Vagabundo en África, a mix of travel notes, history of Africa and reflections on the state of Africa at the time Reverte spent two months criss-crossing through that great continent. Highly recommended. It made me wish I was brave enough to travel as he does.

His conclusion on travelling at the closing of his journey through the heart of Africa:

“Viajar prolonga tu vida, la llena de rostros y paisajes. Conoces hombres cobardes que deben vivir una vida valiente, y hombres valientes obligados a vivir como cobardes. “Viajar – escribió Aldoux Huxley – es descubrir que todo el mundo se equivoca. Cuando uno viaja, tus convicciones caen con tanta facilidad como las gafas; sólo que es más difícil volver a ponerlas en su sitio”.

Un largo viaje es también una suspensión en el vacío, por eso crea en ti una sensación de eternidad. Observas, como un “voyeur” impúdico, cuanto sucede a tu alrededor, y a la vez te implicas, te asombras, te estremeces, sientes la ternura de los hombres y también el temor a lo imprevisto. Te observas mientras miras fuera de ti.

Y viajar es también una forma de crear, porque retienes cuanto ves y cuanto oyes, en la memoria y en la retina, para intentar más tarde interpretarlo, como si fueras un artista, un pintor frente a los colores, frente a los rostros y las formas; un músico abierto a los sonidos, a las voces y los ritmos, o quizá y al fín, un poeta. El viaje nos convierte en seres libres; hace posible que nos veamos detenidos en el tiempo mientras el mundo corre a nuestro lado.

Y viajar es bailar, como bien dicen los Chichewas, sordo a todo aquello que no sea el son de una canción ignorada.

Elsewhere he says:

Hay veces, cuando viajas o emprendes una tarea creativa,, en las que te preguntas si el destino existe. Es una cuestión boba que no está de moda en estos tiempos de realidades matemáticas y de hombres seguros de su ciencia. Pero yo creo que existe. Y que es uno quien lo propicia.

October 28, 2006 at 4:10 pm 2 comments


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